Homicídio no Verdinho: esposa tem prisão preventiva decretada

No dia 15 de junho, José Carlos Andrade, de 54 anos, foi morto por amante de sua mulher depois de flagrar traição

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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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A juíza substituta da 1ª Vara Criminal da comarca de Criciúma, Jadna Pacheco dos Santos Pinter, decretou a prisão preventiva da esposa de José Carlos de Andrade, de 54 anos, morto com golpes de faca e foice, no dia 15 de junho, no Bairro Verdinho em Criciúma. O amante da mulher, de 29 anos, confessou ter cometido o crime. Ele havia sido preso temporariamente, mas a magistrada também determinou a conversão da prisão do corréu em preventiva.

Após a decisão, o advogado da ré, Diego Caldas, entrou imediatamente com o pedido de revogação da decisão da juíza, o que ainda segue sem apreciação. Ela também não havia sido localizada pela polícia até o início da noite de ontem. “A minha cliente está oculta esperando a revogação para se apresentar”, afirmou o advogado.

“A juíza alegou que decretou a prisão preventiva por entender que houve premeditação do crime. A defesa, por sua vez, enxerga o contrário. Isso porque chegou um laudo pericial após o decreto que dá conta que não teve premeditação. Foi um acaso. Há indícios que apontam isso e é o que estamos defendendo”, argumentou Caldas.

Relembre o caso

Na noite do crime, a vítima foi morta dentro da sua residência. Em um primeiro momento, a esposa de Andrade, de 52 anos, afirmou que havia ocorrido um latrocínio, sendo o seu marido atacado por um assaltante, quando chegava na casa após uma viagem de 12 dias. A versão foi derrubada após investigações da Divisão de Investigação Criminal (DIC), de Criciúma.

As diligências apontaram que ela possuía uma relação extraconjugal com o autor confesso do crime e que ambos foram flagrados na residência pela vítima. Os dois homens entraram em luta corporal e Andrade, então, foi atingido com facadas e golpes de foice.

O autor foi localizado depois em uma pensão no Bairro Verdinho e disse que havia agido em legítima defesa, já que também foi golpeado com uma barra de ferro. Na época a mulher também confessou ter inventado a sua versão por temer represália da família por conta da traição, confirmado que havia sido o amante que cometeu o homicídio. O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e meio cruel de execução.

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