Expectativa por efetivos reforçados

Após governador anunciar chamamento de aprovados em concurso público, órgãos de segurança desejam contar com mais profissionais

Fotos: Lucas Colombo/Tribuna de Notícias
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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, fez um importante pronunciamento para a segurança pública do Estado nessa quarta-feira. Ele anunciou que será feito o chamamento de aprovados em concursos da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias (IGP). Com a novidade, as três instituições esperam receber reforços para o efetivo na região.

Ao todo, serão 488 pessoas que ingressarão para trabalhar na segurança pública em Santa Catarina. Serão chamados 150 soldados do Corpo de Bombeiros Militar, que ainda terá mais 142 novos praças em março do ano que vem. No IGP serão 94 peritos e dois papiloscopistas. Na Polícia civil, 100 policiais civis, sendo 50 agentes e 50 escrivães. No caso da Polícia Civil e do IGP, os chamamentos ocorrem em 1º de setembro. Já para o Corpo de Bombeiros ocorre em 1º de novembro.

4º BBM deseja contar com 15 militares

O tenente-coronel Gustavo Eustáquio, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militares (4º BBM), em Criciúma, espera receber pelo menos 15 bombeiros militares para a região. “Quando houve o último chamamento foram 300 militares em todo o Estado. Desses 30 vieram para nós, então queremos manter essa margem de 10%. Como serão 150 convocados neste ano, esperamos contar com reforços de 15 bombeiros aqui. No ano que vem será mais 142 e vamos batalhar para contar com mais 14 profissionais”, projetou.

Ao todo, são nove Organizações Bombeiro Militar (OBM) que fazem parte da área de atuação do 4º BBM. Segundo o comandante, as unidades que mais precisam de efetivo são Criciúma, Içara e Araranguá. “São as cidades maiores, tem mais ocorrências. Mas o problema de efetivo é generalizado em Santa Catarina. É um reforço importante, vai nos ajudar muito se vierem 15 militares. Cabe lembrar que eles estarão formados somente no ano que vem”, acrescentou Eustáquio.

Recentemente, o Governo de Santa Catarina também havia anunciado que cada OBM poderá ter até dois Bombeiros Comunitários indenizados por dia. “Essa novidade nos alivia um pouco a necessidade de efetivos, mas ainda não é o ideal”, completou  o comandante.

Polícia Civil e Instituto Geral de Perícias

Assim como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil de Santa Catarina e o IGP estão com efetivos defasados. No caso do Instituto Geral de Perícias, o caso a situação é ainda mais complicada. Em algumas unidades do Estado, o baixo número de profissionais disponíveis atrasava ou até mesmo impedia atendimentos. No Sul, a quantidade de peritos e médicos legistas é mais uma região que preocupa.

Lembra o gerente da 4ª Mesorregional de Perícias do IGP, Sandro Brocca, que anos atrás o efetivo era muito superior. “Em Criciúma, por exemplo, chegamos a ser em nove peritos. Hoje são somente quatro focado nas ocorrências. Em toda a região, chegamos a ter 20 peritos hoje são seis. Em Araranguá tinha dois, hoje tem um. Em Tubarão, tinha quatro. Hoje tem um. Laguna tinha dois, agora não tem nenhum e Sombrio tinha um e também está sem”, enumerou.

A mesma situação ocorre para médicos legistas. “Temos um terço do que chegamos a ter há alguns anos. E esse concurso também contempla os médicos. Não sabemos ao certo quantos peritos e médicos legistas virão, mas alguns deverão ser direcionados pra cá. Estamos precisando”, destacou Brocca.

Agentes e escrivães

Outro que está trabalhando para aumentar seu efetivo é o delegado regional Vitor Bianco Júnior, responsável pela 6ª Delegacia Regional de Polícia (6ª DRP). Segundo o delegado, a quantidade de policiais que serão chamados é pequena para a necessidade de todo o Estado.

“Para se ter uma ideia, são 30 delegacias regionais em toda Santa Catarina. E serão 50 agentes e 50 escrivães. Pela média, se fosse diminuir de forma igual, daria aí quase dois profissionais por regional”, calculou. Mesmo assim, ele projeta que a região possa ter reforços.

“Estou em contato com o delegado geral. Até porque ele pode analisar as regiões que precisam mais e encaminhar até mais que dois policiais. Vamos aguardar para ver essa distribuição. Impacta diretamente nos nossos trabalhos, principalmente nas investigações”, analisou Júnior.

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