DIC elucida homicídio no bairro HG

Dois adolescentes, de 16 e 17 anos, assumiram a autoria do crime

Arquivo/DN
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Lucas Renan Domingos

Criciúma 

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A Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil de Criciúma, elucidou o homicídio de um homem, de 30 anos, ocorrido na noite da última segunda-feira, 8, no Bairro HG. A vítima foi morta por disparos de arma de fogo. Dois adolescentes de 16 e 17 anos confessaram o crime.

Ainda na noite do homicídio, o delegado da DIC responsável pela investigação, André Milanese, iniciou as diligências. Havia a informação de que os autores, dois homens, chegaram na casa do homem e o chamaram até a frente da residência, onde ele foi atingido com dois tiros. Em seguida, a dupla fugiu a pé.

De posse das informações, dando prosseguimento as investigações, a Polícia Civil identificou que a hipótese de motivação do crime teria sido porque a vítima abusou sexualmente de um menino de quatro anos, moradora do mesmo bairro. Foram obtidas provas de que, de fato, o homem havia estado com a criança no dia anterior a sua morte.

Nesta quarta-feira, 10, os adolescentes compareceram na delegacia com um advogado e confessaram o crime, dando detalhes. Eles afirmaram que foram até a casa da vítima para tirar satisfação sobre o estupro do vulnerável. Foram debochados pelo homem e um deles, o de 17 anos, sacou um revólver de calibre 38 atirando contra a vítima, que foi atingida com um disparo na cabeça e outro nas costas.

A versão apresentada pelos adolescentes confere com os informações e vestígios colhidos durante a investigação, havendo fortes indícios de que de fato foram os autores do homicídio. Os dois alegaram que mataram o homem para evitar que ele violentasse mais crianças, pois, no ano passado, ele já havia respondido inquérito policial por ter molestado sexualmente um sobrinho.

Os adolescentes foram liberados após a confissão e responderão procedimento policial perante a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) pelo ato infracional de homicídio qualificado pelo motivo fútil e impossibilidade de defesa. O autor dos disparos não possui antecedente policial, enquanto que o adolescente s de 16 anos tem antecedente policial por tráfico de drogas.

 

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