Criciúma: formação em Libras garante acessibilidade na comunicação

Pela primeira vez, a Satc oferece o curso de Língua Brasileira de Sinais

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Imagine você em um país diferente onde todos os habitantes falam um idioma que você não entende. É assim que muitas pessoas surdas se sentem na sociedade. Pensando nesse problema, a Satc vai oferecer o curso de Libras pela primeira vez.

Segundo o analista de negócios da unidade de Extensão da Satc, Eduardo Just, o grande público são os professores, mas qualquer pessoa a partir de 16 anos pode se inscrever. “Não temos essa cultura de se preocupar com acessibilidade na comunicação. No comércio por exemplo, será que esse profissional está preparado para atender uma pessoa com essa necessidade?”, ressalta Just.

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A professora de Libras Neiva de Jesus, teve interesse de aprender a língua por causa da filha. “Ela tinha uma amiga surda na escola e queria se comunicar com a menina, mas não conseguia. Então eu aprendi e hoje todos lá em casa falam pelo menos um pouco do idioma”, conta.

O curso inicia 26 de setembro e segue até 19 de dezembro. Aulas serão semanais (quintas-feiras), no período noturno, com carga horária de 40h. As inscrições podem ser feitas presencialmente na secretaria da unidade de Extensão e Pós-Graduação da Satc ou pelo telefone (48) 3431-7509 até do dia 25/09. Ao todo, são 30 vagas disponíveis.

É lei

Desde 2002, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é definida como a língua oficial das pessoas surdas, por meio da lei nº 10.436. A partir daquele ano tornou-se obrigatório que o governo incentive o uso e a divulgação da língua. Também é exigido que Libras seja ensinada nos cursos de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério. Além disso, o exercício da profissão tradutor e interprete de Libras foi regulamentado pela lei nº12.319 de 2010.

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