Conquistas resultam em homenagem aos produtores de cachaça

Reconhecimento é da Assembleia Legislativa em razão dos prêmios conquistados na Expocachaça, maior evento do setor

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Os bons resultados obtidos pelos produtores de Santa Catarina nas edições de 2017, 2018 e 2019 da Expocachaça, o maior e mais importante evento mundial do setor, realizada anualmente em Belo Horizonte, motivou sessão especial da Assembleia Legislativa que homenageou a Associação Catarinense de Produtores de Cachaça e Aguardente de Qualidade (Acapacq) e aos associados à entidade. Para o presidente, Leandro Batista de Melo Silveira, o reconhecimento é importante para um setor que, na visão dele, por muitos anos foi discriminado. “A cachaça não tem importância só social, mas também cultural, econômica e de saúde pública”, ressaltou Silveira. “Aqui estamos homenageando os produtores honestos de cachaça, que se preocupam com as boas práticas de fabricação e respeitam aquilo que vai no copo do consumidor”, fala.

O deputado Rodrigo Minotto, do PDT, que presidiu a sessão, destacou as conquistas do setor. “Dos 56 prêmios, Santa Catarina levou 13. Por isso o nosso reconhecimento a todos aqueles que cultivam a cana de açúcar e a transformam nesse líquido precioso que tem sido reconhecido mundialmente”, afirma.

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Tributação

Em seu discurso feito em nome dos homenageados, o produtor Selito Bordin, de Xanxerê, lembrou o início da participação dos catarinenses na Expocachaça e a sensação causada pela boa qualidade do produto de Santa Catarina. “Nós imaginávamos que poderíamos ter um reconhecimento, mas ficamos surpresos com o resultado – e os mineiros, assustados, porque têm o domínio do mercado da cachaça artesanal no Brasil”, ressalta.

Ele alertou para a necessidade de uma legislação tributária adequada, além de apoio em outros itens importantes para a produção. Para ele, há um grande número de produtores informais que não se registram “porque não suportam a burocracia, a complexidade para se fazerem legais”. “Felizmente, a partir de 2018 pudemos voltar ao Simples, o que nos permite trabalhar com tributação pagável, razoável. Mas precisamos de apoio logístico, de visibilidade, de tributação que nós, artesanais de pequeno porte possamos suportar”, afirmou.

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