Cai o número de trotes para o Samu

Em 2018 foram 3.472 trotes no primeiro semestre para o Samu de Criciúma. Neste ano, foram 1.995 casos

Foto: Andrey Lehnemann/Samu
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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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Uma notícia positiva para Santa Catarina. No primeiro semestre de 2019 – de janeiro a junho – o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apresentou uma redução 12,3 mil trotes para as centrais de emergência no Estado. Esse valor corresponde a uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. A central de Criciúma acompanhou a estatística, apresentando uma diminuição de 42,54% no comparativo com 2018. Os dados foram divulgados pela direção do Samu e pela Secretaria de Estado da Saúde.

No Samu de Criciúma, no primeiro semestre do ano anterior, haviam sido registrados 3.472 casos de trote. Em 2019, o relatório do serviço de emergência apontou que foram 1.995 ligações indesejadas. “Ainda é uma quantidade preocupante, mas ainda assim é uma redução a ser comemorada”, salientou o coordenador do Samu Regional Sul, Jebsen Yanagihara Galvão.

Pela avaliação da Secretaria de Estado da Saúde e do Samu, os números positivos se devem a campanhas educativas que vêm sendo realizadas. São os casos de ações como o projeto “Educa Samu”, onde profissionais visitam escolas para falar sobre os problemas causados pelos trotes.

“Felizmente, a maior parte das ligações ainda são realmente para atendimentos de verdade ou orientações. O ideal é que o número de trotes fosse zero, mas a gente é um trabalho de conscientização gradativa”, reforçou Galvão.

Uma brincadeira que pode valer uma vida

E para continuar reduzindo os índices de trotes, além das iniciativas com alunos, o Samu efetua também a divulgação de campanhas publicitárias. O objetivo é fazer que a instituição seja acionada cada vez mais para realizar o seu verdadeiro papel o de salvar vidas.

“Assim conseguimos manter os atendimentos que realmente precisam. Porque quando ocorre um trote que não é identificado, enviamos uma ambulância para essa ocorrência. Então, estamos com um veículo a menos para prestar o socorro. Se neste meio tempo ocorre algo grave e alguma pessoa precisa do Samu, a ambulância vai estar empenhada em um atendimento falso”, comentou.

O alerta é sempre bem-vindo para evitar que novos casos ocorram. “Quem faz isso pensa que é uma coisa simples, mas não é. O que parece ser uma brincadeira para quem efetua o trote, pode se tornar uma morte para uma vítima necessitada”, afirmou o coordenador.

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