Audiência discute soluções para as altas tarifas de energia em Urussanga

Foto: Divulgação
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Redação

Urussanga

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina e o Ministério Público Estadual (MPSC) estão mobilizados na busca por uma solução para as altas tarifas de energia elétrica cobradas dos moradores, comerciantes e empresários de Urussanga, no Sul do estado. Na noite da última sexta-feira, 16, uma audiência pública da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Minas e Energia da Alesc, realizada na Sociedade Recreativa Urussanga, discutiu o assunto.

O deputado João Amin (PP), que propôs a audiência, deve participar na próxima semana de uma audiência em Brasília para agilizar os trâmites de um projeto que deve mudar a forma de distribuição de energia em Urussanga, cuja tarifa é considerada a mais cara do estado e a quarta mais alta do país.

O representante do MPSC no encontro, Eduardo Paladino, pediu que a ata da audiência pública seja encaminhada ao Ministério Público o mais rápido possível para que as providências sejam tomadas. Ele salientou que se trata de um dever institucional resolver essa questão e que será prioridade buscar alternativas para o consumidor de Urussanga.

O senador Esperidião Amin (PP-SC), que também participou do encontro, apontou algumas saídas possíveis para a questão. A primeira delas é um projeto de lei que já tramita em Brasília, citado por João Amin. A outra é a correção da concessão para distribuição de energia em Urussanga, que foi feita sem licitação.

Prejuízos

O pedido para a realização da audiência do vereador de Urussanga José Carlos José, o José Bis. Segundo ele, com a energia cara, as indústrias não se instalam no município e as que já estão em operação procuram outras cidades com energia mais barata para empreender. Como resultado, queda na arrecadação e diminuição de empregos.

O prefeito de Urussanga, Luis Carlos Cancellier, lamenta a situação e espera que uma solução rápida possa mudar o cenário econômico do município. Ele teme que os jovens que estão entrando agora no mercado de trabalho não tenham onde trabalhar num futuro próximo.

A gerente administrativa da Força e Luz de Urussanga Ltda., empresa concessionária de energia no município, Magaly Bonetti Mazzucco explica que a diferença de valores em relação aos municípios vizinhos não é uma regra estabelecida pela empresa. Ela ressalta que a companhia trabalha dentro das normas que hoje se apresentam com base nas questões legislativas e somente instrumentaliza o que recebe como regra. Reforçou, ainda, que o movimento que busca a redução de tarifas, precisa ser contra os altos preços de fato e não contra a empresa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também participou da audiência pública em Urussanga.

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