APH Tático na prática

Simulação de atentado na Prefeitura de Criciúma serviu para a capacitação de profissionais da segurança e saúde do município

Fotos: Divulgação
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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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O Paço Municipal de Criciúma funcionou, na tarde de ontem, como palco para uma simulação. Profissionais de órgãos de segurança e saúde realizaram um treinamento de Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático). A capacitação iniciou ainda na última terça-feira com a parte teórica e se encerrou ontem durante uma atividade prática.

A simulação foi baseada numa invasão por atiradores na Prefeitura de Criciúma. A ideia tinha como foco ser um treinamento para os polícias, que realizaram a abordagem dos atiradores e controlaram o ambiente. Já as equipes de saúde efetuaram o atendimento às vítimas.

“Desenvolvemos um protocolo de atendimento pré-hospitalar em combate, com foco em ferimentos de arma de fogo e armas brancas. São modelos espelhados em atividades realizadas nos Estados Unidos por equipes de atendimento avançado. A ideia é integrar de condutas dos times operacionais, que, nesses casos, é a atividade policial e as unidades de emergência”, disse o agente de Polícia Civil e instrutor de APH Tático, Marcelo Esperandio.

Pensamento no Serviço Aeromédico

Apesar de o curso ser aplicado em formações na Academia de Polícia Civil (Acadepol) de Santa Catarina, ele ainda não havia sido ministrado em Criciúma. Conforme o delegado do Serviço Aeropolicial (Saer), Gilberto Mondini, a ideia inicial era de que o treinamento fosse realizado após a implantação do Serviço Aeromédico Sul, o que ainda está em andamento.

“Resolvemos adiantar. Por meio da comissão de implantação do aeromédico optamos por apresentar para todos esses profissionais como funciona esse protocolo de forma mais básica. O atendimento em locais de conflito é um dos braços de atuação do aeromédico”, analisou o delegado.

Para ele a simulação possui ainda mais relevância quando o assunto são os órgãos de saúde. “Eles possuem protocolos para não entrar em áreas de conflito. Mas se isso precisar a ocorrer, eles irão ter noção e até de como abordar vítimas feridas nesses casos e de como se proteger para também não se tornarem vítimas da situação”, afirmou Mondini.

A ação foi uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde e o Saer. Os órgãos que participaram da ação foram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município, Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma, Defesa Civil, Ministério Público (MP), 4º Batalhão de Bombeiros Militares (BBM) de Criciúma, Polícia Federal (PF), 28º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), Polícia Militar (PM) e Hospital São José (HSJ).

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