Acusada de homicídio enfrenta júri popular

Mulher, de 23 anos, é acusada de matar Alican da Cunha Manoel, que foi queimado vivo dentro do porta-malas do seu próprio veículo

Foto: Divulgação
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Lucas Renan Domingos

Criciúma

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Criciúma estará reunido nesta quinta-feira para definir a pena de uma mulher, de 23 anos, acusada de matar Alican da Cunha Manoel. Em 2017, a vítima foi encontrada morta carbonizada dentro do porta-malas do seu carro, no bairro Renascer.

Em sentença de pronúncia, o juiz substituto da 1ª Vara Criminal da comarca de Criciúma, Renato Della Giustina, decidiu que o júri popular deverá julgar a acusada pelo por homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e emprego de fogo, além de corrupção de menor.

O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de dezembro de 2017, conforme apontou as investigações da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, coordenadas pelo delegado André Milanese.

Os detalhes do homicídio

Naquele dia, a vítima teria ido até a comunidade para comprar drogas. Em troca de uma quantidade de crack, alugou seu carro, um gol, para a acusada, que era traficante conhecida do bairro Renascer.

Enquanto Manoel ficou no local consumindo a droga, a ré ficou dando voltas com o veículo, na companhia de um adolescente de, 16 anos, e de outro homem, de 23 anos. Quando foi devolver o automóvel, a vítima acabou reclamando com a acusada por ela ter ficado mais tempo com o carro do que o combinado.

O proprietário do automóvel ainda ameaçou chamar a polícia. Com a ajuda do homem, ela agrediu a vítima, que foi amarrada e colocada no porta-malas do carro. A mulher, a mando do seu comparsa, determinou que o adolescente fosse até um local afastado com ela, já que não sabia dirigir.

Lá o jovem a deixou na companhia da vítima e foi embora. Dando continuidade ao crime, ela então ateou fogo no veículo, queimando Manoel ainda vivo dentro do porta-malas do carro. O homem que determinou a morte da vítima não estava no local, mas foi preso meses depois pela Polícia Civil.

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