Regionalização da saúde pauta reunião com secretários

Representantes da área na Amrec, Amesc e Amurel estiveram reunidos nesta terça-feira, 19, para debater os principais pleitos do Sul

Foto: Divulgação

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Criciúma

Os secretários de saúde pertencentes à Comissão Intergestora Regional (CIR) das Associações dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), do Extremo Sul Catarinense (Amesc) e da Região de Laguna (Amurel) estiveram reunidos em Criciúma para debater a regionalização dos serviços na área. Saúde auditiva, transplante renal, oncologia pediátrica e estadualização do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC) foram algumas das pautas do encontro.

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Segundo o gerente Regional de Saúde da Amrec, Fernando de Fáveri, foi debatido um dos problemas centrais, frequentemente abordado com o secretário de Estado de Saúde, Acélio Casagrande. “Queremos o fim da ‘ambulancioterapia’ em meio prazo, evitando que as pessoas se desloquem”, diz o gerente.

Para isso ser possível, foi debatida a habilitação de alguns serviços para região, como o de saúde auditiva, que hoje é oferecido em Florianópolis. A intenção é que ele possa começar a ser feito em Criciúma, pela Otovida, beneficiando 170 pacientes.

Transplante renal

Outra pauta foi o serviço de transplantes renal, onde o Hospital São José já havia manifestado o interesse. E, nesta terça-feira, 19, ocorreu o pedido de habilitação do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão. Entretanto, segundo de Fáveri, o hospital de Criciúma leva vantagem, pois já possui equipamentos e realiza alguns procedimentos, além de estar com a burocracia mais avançada. Atualmente, a maioria dos pacientes que necessitam do serviço se desloca para Blumenau.

Marco histórico

Para o coordenador da CIR-Amrec e secretario de Saúde de Forquilhinha, Diego Passarela, a reunião foi um marco para a história da região, já que reuniu secretários de 45 municípios do sul (Amrec, Amesc e Amurel). “Quando a gente se reúne em três regiões ganhamos força no debate, melhorando, assim, o acesso do paciente e a qualidade do serviço prestado”, avalia.

Sobre os serviços de oncologia pediátrica, feito parcialmente no Hospital São José, Diego lembrou que é preciso deslocamento do recurso, que atualmente está no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.

Outras pautas

A reunião ainda tratou de como funcionará o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina depois do processo de estadualização. Nos últimos encaminhamentos, foi definido que o atendimento ambulatorial ficará a cargo do município de Criciúma e os serviços de internação hospitalar, como UTI e maternidade, ficarão sob responsabilidade do Estado, como o custeio e finalização da obra.

Para o gerente Regional de Saúde, a reunião foi um importante passo, e todos os serviços estão dependendo de questões burocráticas para iniciar o atendimento. “Estamos abrindo espaço para Amrec, Amesc e Amurel e alguns municípios da região serrana, já que é muitas vezes mais fácil se deslocar para região Sul, do que ir a Florianópolis”, pondera.

As cirurgias bariátricas também entraram na pauta dos secretários. Segundo Passarela, os pacientes da região não tinham acesso ao serviço há mais de quatro anos, mas agora o Hospital Regional de Araranguá (HRA) pediu a habilitação para o atendimento.

A próxima reunião regional está agendada para o dia 14 de agosto, em Tubarão.

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Em: Criciúma

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