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Criciúma

Reportagem atualizada às 10h48min

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A manhã desta quarta-feira, 18, iniciou com um protesto nas proximidades do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), em Criciúma. Moradores das comunidades de Morro Albino e Espigão da Pedra bloquearam a via que dá acesso ao Case Sul, para chamar a atenção ao descumprimento das medidas compensatórias acordadas com o Governo do Estado.

Para fechar a via, os moradores utilizaram tratores e outros veículos. Faixas também foram fixadas no ponto de bloqueio, cobrando, principalmente, a pavimentação prometida pelo governo. A Polícia Militar (PM) está no local e negocia a liberação da estrada com a comunidade. Segundo a corporação, o protesto segue sem incidentes.

Estado se manifesta sobre o caso

Ainda na manhã desta quarta-feira, a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC-SC) emitiu uma nota oficial sobre o assunto. No comunicado, a pasta elenca as tratativas realizadas em relação ao Case Sul e alega que o funcionamento e manutenção da unidade é que garantirão as obras futuras no local. Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado da Justiça (SJC-SC) vem a público se manifestar sobre a atual situação do CASE Sul e gostaria de prestar os seguintes esclarecimentos:

O CASE Sul é um equipamento de segurança ofertado à comunidade de Criciúma a partir de reivindicações da própria comunidade. O terreno foi doado pela prefeitura de Criciúma e todos os licenciamentos prévios para a construção da unidade foram autorizados e liberados na forma da lei pela prefeitura do município.

A Secretaria da Justiça e Cidadania participou formalmente de uma audiência pública realizada no ano de 2017 promovida pela Prefeitura de Criciúma em função da construção da Penitenciária Feminina e do CASE Sul. Nesta audiência a SJC esteve representada formalmente pelo Secretário Adjunto e pelo Diretor de Planejamento demonstrando que sempre estivemos à disposição da comunidade, entretanto, a audiência pública foi realizada tardiamente e a Secretaria da Justiça e Cidadania se comprometeu apenas a receber os projetos e encaminhá-los ao Governo do Estado.

Na ocasião desta mesma audiência pública foi apresentado o resultado do Estudo de Impacto da Vizinhança (EIV), que detectou um baixo impacto na comunidade e um impacto positivo nas oportunidades de socioeducação para adolescentes em conflito com a lei.

No entanto, é preciso esclarecer que o funcionamento do CASE Sul e a manutenção da unidade é que irão garantir que obras futuras sejam realizadas naquela região. A SJC contratou 120 agentes de Segurança Socioeducativos; Assistente Social; Cirurgião Dentista; Enfermeiro; Instrutor de Horta e Jardinagem; Instrutor de Panificação; Médico; Pedagogo; Psicólogo e Técnicos em Atividades Administrativas que foram devidamente treinados e capacitados, todos moradores da região, para que o CASE Sul comece a operar plenamente e possa atender a comunidade de Criciúma e região.”

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Em: Criciúma

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