A conexão natalina: Brasil e Alemanha

A engenheira mecânica Angela Rossa Del Castanhel passará a noite de Natal longe da família. A saudade da família aperta neste período


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Tiago Monte

Criciúma

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Natal é sinônimo de família unida. Entretanto, neste ano, a engenheira mecânica criciumense Angela Rossa Del Castanhel estará a milhares de quilômetros dos pais e do irmão. Morando na Alemanha desde agosto, ela passará o segundo Natal longe do núcleo familiar. Perto do namorado, nascido na Europa, ela tentará abrandar a saudade de casa. “Vou saber como é o natal da família alemã. Sou muito bem acolhida na família dele e eu acho legal que eles são bem unidos também. Inclusive, fiquei encarregada de fazer uma sobremesa brasileira, vou fazer brigadeiro e quindin, espero que eles gostem. To animada!!”, escreve Ângela, em uma entrevista que usou o moderno artifício do aplicativo WhatsApp.

Facilitador de comunicação o popular “Whats” também aproxima Angela do Brasil. Ela mantém contato diário com a mãe, através de chamadas de voz e de vídeo. Obviamente, não será diferente na noite de Natal, que para a criciumense sempre foi sinônimo de família unida e felicidade plena. “O fuso horário atrapalha um pouco, mas a gente sempre da um jeito. Para mim, Natal sempre significou família unida! Desde pequena eu passo natal na praia e isso era sempre sinal de casa cheia de familiares. Eu sempre fui muito feliz nessa época. O Natal, eu sempre fiz questão de passar em família. Hoje em dia, os familiares estão distantes, mas a minha memória de criança é de casa cheia, de felicidade”, explica Angela.

O coração aperta. É inevitável, mas a engenheira mecânica enfrenta com naturalidade a sensação. Apesar dos choros. Em datas comemorativas, a saudade intensifica, mas, mantendo a alegria, Angela consegue superar a distância física. “Especialmente em datas comemorativas, a saudade fica muito grande. Acho que o segredo é ser feliz consigo mesmo, com as pessoas que estão com você e que fazem parte do seu novo dia a dia. Não vejo problema em chorar, em lembrar dos bons momentos com a familia nessas datas especiais, desde que não haja uma tristeza profunda nisso. Tudo certo. É normal”, ressaltou a criciumense.

Os desafios e objetivos no Velho Continente

Angela mora na mesma cidade dos tios e de dois primos, mas eles passarão o Natal no Brasil. A proximidade dos parentes auxilia na manutenção de laços familiares. Entretanto, a engenheira mecânica tem objetivos próprios. “Um deles é conquistar minha independência. Eu morava com meus pais e eu só queria gastar com viagens, que eu amo. Aqui na Europa, ganhando em euro, e também devido à proximidade dos países, fica “mais fácil” viajar. No começo, eu morei com meus tios e agora to morando sozinha”, comentou.

Os desafios são diários e a “zona de conforto” de Angela acabou. “Não tem mais pai e mãe por perto. Não tem empregada, não tem quem faça a minha comida, não tem quem limpe a casa, não tenho mais meu carro… eu sai de uma zona de conforto para enfrentar uma outra realidade. Cada dia um desafio! E o legal de tudo é que quase todo final de semana estou perambulando por aí!! De segunda a sexta, eu trabalho e faço aulas de alemão, e nos finais de semana eu aproveito do jeito que da”, finalizou.

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