Tigre perde clássico e se afunda na zona de rebaixamento

Na estreia do técnico Argel no comando, time leva 1 a 0 do Figueirense e se complica ainda mais no estadual. Gol sai antes do primeiro minuto de jogo. Pouco criativa, equipe não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Dênis e terá uma semana cheia para trabalhar até o jogo de sábado contra o Concórdia, no Oeste do estado


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Tiago Monte

Criciúma

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Um balde d’água fria no torcedor Carvoeiro. Assim foi o clássico entre Criciúma e Figueirense neste domingo. Com a derrota por 1 a 0 para o Furacão do Estreito, o Tigre se afunda na zona de rebaixamento do Campeonato Catarinense com o gol sofrido antes do primeiro minuto de partida. Os mais de cinco mil torcedores, o melhor público do ano no Majestoso, viram um Tigre que foi bem marcado pelo Figueira e não conseguiu superar o adversário na etapa inicial. No segundo tempo, aumentou a pressão, mas pouco finalizou. O técnico Argel ficou em campo apenas 22 minutos, antes de ser expulso pelo árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira.

O jogo não começou da forma que a torcida carvoeira desejava. Antes do primeiro minuto, após erro de Douglas Dodi, Diego Renan cruzou da direita, a bola passou por todo mundo e João Paulo, sozinho, em falha de marcação, na linha da pequena área, chutou forte para abrir o marcador: 1 a 0. O time da Capital começou pressionando o Criciúma e obteve resultado. A partir daí, o Tricolor Carvoeiro se jogou para o ataque, mas deu a oportunidade da resposta em velocidade para o Figueirense. Aos quatro minutos, Carlos Eduardo saiu jogando errado e Henan ficou com a bola. Ele tentou encobrir Luiz, mas errou. O Tigre tentava acelerar o jogo de forma afoita e deixava espaços. O técnico Argel gesticulava e conversava muito com os jogadores tentando consertar o posicionamento da equipe. Aos nove minutos, Élvis cobrou falta pela esquerda, Sandro desviou e Dênis fez a defesa com tranquilidade.

Aos 13 minutos, Maílson tocou para Eltinho na esquerda, mas o lateral foi derrubado na esquina da grande área. Falta. Na cobrança, João Lucas colocou para escanteio. Élvis cobrou e Sandro colocou para fora. O Figueirense jogava se defendendo e saindo em velocidade nos contra-ataques, enquanto o Tigre tentava pressionar. Aos 19 minutos, Élvis cobrou escanteio, Nino desviou, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 22 minutos, o técnico Argel foi expulso pelo árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira. Na saída de campo, o treinador afirmou não ter feito nada. A partir dos 26 minutos, o jogo ficou truncado e perdeu qualidade.

Aos 36 minutos, Carlos Eduardo cruzou rasteiro para João Paulo que fez o “pivô” e escorou para Barreto que finalizou mal e chutou longe da trave de Dênis. Aos 40 minutos, Douglas Dodi foi derrubado na intermediária. Élvis cobrou na barreira. Na sobra, Eltinho finalizou pela linha de fundo. Bem marcados, Maílson e João Paulo não conseguiam jogar. “Dá para reverter, vamos para cima”, se limitou a dizer o volante Barreto, no intervalo.

Na etapa final, com Alex Maranhão e Lucas Coelho, o Tigre se expôs mais no ataque. Aos dois minutos, Maranhão cobrou falta rasteira e a bola saiu pela linha de fundo. Aos quatro minutos, Diego Renan apareceu pela direita e cruzou para Henan, que apareceu na segunda trave e completou para o gol. Entretanto, o árbitro marcou impedimento, de forma errada. Eltinho dava condições ao lateral do Figueirense. Um minuto depois, Carlos Eduardo cruzou e Lucas Coelho cabeceou pela linha de fundo, pressionado pelo zagueiro. Aos 10 minutos, Alex Maranhão bateu escanteio e Dênis afastou para nova cobrança. Na insistência, o goleiro saiu mal, tirou mal a bola, e João Paulo não conseguiu completar para a rede.

Aos 12 minutos, Barreto foi derrubado. Na cobrança, Alex Maranhão chutou na barreira. Pressão do Tigre. Dois minutos depois, o mesmo Maranhão cobrou escanteio e Nino cabeceou, mas a bola saiu por detalhes. Escapou o Figueirense. A torcida carvoeira aumentou o volume e passou a cantar nas arquibancadas. Aos 19 minutos, Alex Maranhão cobrou escanteio, mas a zaga tirou. O técnico Argel estava no corredor que dá acesso à Sala de Imprensa Clesio Burigo e assistia o jogo por uma “fresta”. Ele preferiu não ir aos camarotes.

Aos 24 minutos, após bola alçada na área, a zaga afastou e Eltinho pegou a sobra e finalizou para fora, perto da trave. Aos 27 minutos, João Lucas fez boa jogada pela esquerda e chutou forte, na linha de fundo, mas o goleiro Luiz pegou firme. No minuto seguinte, Lucas Coelho desviou a bola para Maílson, que entrou livre, mas chutou sem direção, pela linha de fundo. João Paulo pedia pelo meio, mas não recebeu a bola. O bem treinado time da Capital segurava o Criciúma e conseguia sair nos contra-ataques. Aos 38 minutos, João Paulo ajeitou da direita para a esquerda e chutou para a grande defesa de Dênis. Nos últimos dez minutos, o Tigre ficou perdido em campo, enquanto o Figueira desfilou no gramado do Majestoso. Terá muito trabalho o técnico Argel até o jogo diante do Concórdia, no sábado, às 19 horas.

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