Nos pênaltis, Tigre perde para o Cianorte e está fora da Copa do Brasil

Apesar de jogar melhor, Tricolor Carvoeiro perde dois pênaltis e está desclassificado do torneio nacional. Empate no tempo normal e pressão do Tigre deram a tônica da partida, que teve menos competência nas cobranças


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Tiago Monte

Criciúma

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Foto: Lucas Colombo

A má fase do Tricolor Carvoeiro persiste. Nesta quarta-feira, o time treinado por Grizzo perdeu para o Cianorte, nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, e está fora da competição. Quando era melhor no jogo, o goleiro Luiz falhou e Rafael Carrilho abriu o marcador. Porém, Maílson, ainda no primeiro tempo igualou. Nas cobranças, João Paulo e Carlos Eduardo desperdiçaram as cobranças e o Tigre foi eliminado.

O time do interior paranaense começou o jogo com a marcação avançada e tentando pressionar o Criciúma. O Tigre procurava ficar com a bola e empurrava o Cianorte para trás. Aos quatro minutos, após boa troca de passes, Wallacer recebeu na direita e cruzou para João Paulo, que antecipou o zagueiro e finalizou muito perto da trave. Chance de gol do Tricolor Carvoeiro. Dois minutos depois, novamente Wallacer pela direita tocou para Élvis perto da meia lua e o camisa 10 foi derrubado. Falta na meia direita. João Paulo bateu e a bola saiu por muito pouco. O goleiro João Gabriel ficou parado e apenas torceu para que o chute saísse. Em alta velocidade, com rápida transição, Maílson foi derrubado pela direita. João Paulo cobrou novamente e o goleiro pegou.

O Tigre era superior no jogo, mas aos 12 minutos, a marcação falhou, Rafael Carrilho fez boa jogada da esquerda pelo meio e chutou fraco, a bola saiu marcada, mas o goleiro Luiz falhou, traído também pelo campo molhado, e a bola entrou: 1 a 0 para o Cianorte. O Criciúma sentiu o gol sofrido e os paranaenses se fecharam na defesa. Aos 21 minutos, Maílson foi lançado pela esquerda, tentou tirar do goleiro, mas o chute saiu fraco e desviado. Outra chance perdida. O jogo ficou acirrado com entradas firmes de ambos os times.

Aos 30 minutos, Barreto roubou a bola, tocou Douglas Dodi que lançou Maílson, no meio dos zagueiros. O atacante ficou cara a cara com o goleiro e deslocou o camisa 1 para marcar o gol de empate: 1 a 1. Aos 34 minutos, Maikinho recebeu pela esquerda e chutou forte para boa defesa de Luiz. Quatro minutos depois, o mesmo Maikinho fez boa jogada pela esquerda e foi derrubado ao lado da área. Falta, quase pênalti. Na cobrança, sem perigo, a bola saiu. Aos 43 minutos, Eltinho afastou a bola errado e Robert pegou a sobra e finalizou pela linha de fundo.

Na etapa final, o Cianorte novamente tentou pressionar o Tigre que saia em contra-ataques. Aos cinco minutos, Maílson fez boa jogada da esquerda para o meio, mas na hora de finalizar foi travado. O jogo seguiu equilibrado no início da segunda etapa, o Tigre procurava controlar mais a marcação, com menos ímpeto no ataque. Aos 11 minutos, Élvis roubou a bola e tocou para João Paulo que bateu forte, mas a bola saiu ao lado da trave. Aos 13 minutos, o Cianorte chegou com muito perigo: André Luís apareceu no meio da zaga, em um erro do zagueiro Sandro, e Luiz se redimiu do frango sofrido e salvou o Criciúma. Um minuto depois, Barreto subiu para cabecear a bola, foi escorado pelo zagueiro, e pediu pênalti. O árbitro nada marcou.

Com o recuo de Wallacer, na etapa final, o Tigre perdeu ímpeto de ataque, mas passou a pressionar mais o Cianorte que procurava apenas os contra-ataques. Aos 22 minutos, Rafael Carrilho atingiu Maílson e recebeu o segundo amarelo. Expulsão e um jogador a menos no time paranaense. Aos 26 minutos, Wallacer fez boa jogada e tocou para Élvis, na entrada da área, que bateu na rede pelo lado de fora.

A partir daí começou a pressão do Tigre. Alex Maranhão e Douglas Dodi chutaram de fora da área e a bola saiu em dois minutos seguidos. Aos 32 minutos, o mesmo Maranhão recebeu pela direita e bateu forte, mas a bola caprichosamente saiu. A torcida cresceu nas arquibancadas e passou a empurrar o time. Aos 36 minutos, Luiz Fernando finalizou pela esquerda e o goleiro João Gabriel jogou para escanteio. Dois minutos depois, Carlos Eduardo cruzou, Élvis chutou e João Gabriel defendeu, na sobra, em cima da linha, Montoya colocou para escanteio após novo chute do camisa 10. Lance incrível. Mesmo com o massacre Carvoeiro, o jogo seguiu aos pênaltis. A torcida do Criciúma gritava o nome de Luiz. Nas cobranças, porém, o Tigre levou a pior e perdeu por 5 a 4.

 

Copa do Brasil – segunda fase – jogo único

21/02 (quarta-feira) – 20h30min – estádio Heriberto Hülse

CRICIÚMA

Luiz; Christian (Carlos Eduardo), Sandro, Nino e Eltinho (Luiz Fernando); Barreto (Alex Maranhão), Douglas Dodi (Jean Mangabeira), Wallacer e Élvis; Maílson e João Paulo. Técnico: Grizzo

CIANORTE

João Gabriel; Gerônimo, Montoya, Feliphe Gabriel e Formiga (Arroyo); Sidnei, Rafael Carrilho e Rafael Xavier (Richarlyson); André Luis, Robert (Murilo) e Maikinho. Técnico: Marcelo Caranhato

Arbitragem: Diego Pombo Lopez; Auxiliares: Marcos Welb Rocha de Amorim e Edevan de Oliveira Pereira. (trio da BA)

GOLS: Maílson (30/1T) (CR). Rafael Carrilho (12/1T) (CI). PÊNALTIS: Alex Maranhão, Luiz Fernando, Maílson e Élvis (CR); Richarlyson, Montoya, Feliphe Gabriel, André Luís e Arroyo (CI)

Cartões Amarelos: Barreto, Maílson, Élvis e Douglas Dodi (CR); Montoya, Sidnei, Gerônimo, Rafael Carrilho, Feliphe Gabriel e João Gabriel (CI)

Cartão Vermelho: Rafael Carrilho (CI)

Público: 2.567

Renda: R$ 43.760,00

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