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Tiago Monte

Morro da Fumaça

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A partir de uma brincadeira entre amigos começou a ser escrita a história de Morro da Fumaça. Há mais de 30 anos, em 12 de outubro de 1988, era criado, despretensiosamente, um campeonato de futebol que se tornaria uma tradição em todo o município Fumacense. Após um jogo de futsal, em uma quarta-feira à noite, um grupo de amigos se reuniu, em meio a confraternização no bar do ginásio Jorge Silva, e criou três times. Era a origem do Inter Loucos – o primeiro nome da atual Força Jovem Fumacense (FJF). “Surgiram diversas brincadeiras e o time que tinha ganho, que foi o embrião do Overdoso, se manteve. O outro se dividiu em dois. Assim surgiram também o Cabeludo e o Fio Dental”, conta Paulo Espíndula, o Paulinho, um dos fundadores, primeiro presidente da FJF e principal mentor do campeonato.

A ideia do campeonato permaneceu viva, mas os organizadores resolveram criar uma quarta equipe para facilitar a composição da disputa. “No outro dia, ainda todo mundo na brincadeira, muito informal, foi convidado um quarto time: o Banha. Assim saiu a ideia do quadrangular. Nós marcamos, então, uma reunião na casa do Serginho Martins, em uma noite chuvosa, e lá começamos a organização”, detalha Paulinho.

Entretanto, o foco não era o futebol. Os amigos tinham como referência as brincadeiras realizadas entre eles, chamadas de “entradas”. As equipes se organizavam com carreatas e apresentações artísticas antes de cada jogo. “Já começou diferente. Cada time tinha que organizar uma brincadeira e isso começou a levar muitas crianças e famílias para o ginásio de esportes, então, mudamos de Inter Loucos para Força Jovem Fumacense”, comenta Espíndula.

O apelo popular e a necessidade de novas equipes     

Um ano depois, em 1989, o campeonato havia caído no gosto da população. Então, surgiu a necessidade de criar mais duas equipes: o Camisinha e o Intocáveis. “As mães pediam para deixar os filhos jogarem, mas não tinha mais como, afinal eram só quatro times. Então, fomos ‘forçados’ a criar mais dois times”, ressalta Paulinho.

Porém, a “loucura” não parou por aí. “A pressão seguiu. As mães diziam: arruma um jeito do meu filho jogar, eu pago, faço qualquer coisa, mas coloquem ele para jogar porque é o sonho dele. Nós tínhamos que dar jeito. Assim, criamos mais dois times: Pork’s e Quadrilha. Assim, fechou os oito times e começou a ficar grande demais o campeonato. Então, mantemos até hoje”, ressaltou.

Há 30 anos, Morro da Fumaça tinha aproximadamente 8 mil habitantes. O ginásio tem capacidade para duas mil pessoas. “Assim, 25% das pessoas da cidade estavam lá. Era uma briga para entrar e o campeonato tomou outra proporção”, explica Peterson Sartor, o Petinho, um dos fundadores da FJF, primeiro presidente do Overdoso e primeiro secretário da entidade.

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