Moradores do bairro Progresso pedem retirada de abelhas da praça

Três crianças foram picadas, sendo uma hospitalizada por causa da alergia. Associação tem dificuldade em pagar apicultor

Foto: Bruna Borges/DN

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Bruna Borges

Criciúma

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Há cerca de um mês os moradores do bairro Progresso passaram a dividir o espaço da praça local com as abelhas.  Os insetos formaram uma grande colmeia num dos pneus que cercam o campo de areia. As novas companheiras, mesmo não apresentando agressividade a quem se aproxima, já picaram três crianças, sendo que uma delas foi hospitalizada devido à alergia da picada. O problema é que a bola de futebol bate no pneu e agita os insetos, explica o presidente da associação de moradores, Valmir Farias. “A praça é a área de lazer da comunidade. Além do campo de areia, temos a academia para a terceira idade. Chamamos o Corpo de Bombeiros para retirar as abelhas, mas eles orientaram que um apicultor faça o serviço. Só que é cobrado R$ 70, então, fica complicado para nós”, lamenta Farias.

O caso também foi levado à Câmara Municipal pelo vereador Paulo Ferrarezi, que alertou a Prefeitura.

Comportamento dos insetos

O presidente da associação de moradores lembra que na semana passada um menino chegou a ser atacado por diversas abelhas. Nada mais grave aconteceu porque a comunidade acudiu. “Normalmente as crianças que brincam aqui têm entre seis e sete anos. Sem noção do perigo, elas continuam vindo”, ressalta.

De acordo com o professor Luiz Osvaldo Coelho, do Curso de Agronomia do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), que também já foi apicultor, nesta época do ano, de clima mais frio, as abelhas ficam nas colmeias e só atacam se mexerem nelas. “Elas estão comendo o mel que armazenaram durante o verão. Não vão às flores porque não tem néctar. As abelhas sofrem muito com o frio, por isso ficam bem juntas para se aquecerem”, explica, dizendo que às vezes as abelhas apresentam alguma agressividade porque tiveram que sair do local de origem por algum motivo. Neste período do ano não é comum que saiam em enxames.

Primeira providência é chamar os bombeiros

Cabe aos bombeiros avaliar a situação das colmeias encontradas. Segundo Major Aldrin Silva de Souza, há dois tipos de procedimentos. O primeiro é verificar se as abelhas estão apresentando risco a alguém. “Neste caso, isolamos o local e retiramos as pessoas de perto. Durante o dia, é apenas isto que se pode fazer, porque as abelhas ficam espalhadas. À noite, quando elas se acalmam, é feito o extermínio”, salienta.

Quando a colmeia não colocar vidas em risco e está num local de fácil acesso, os bombeiros entram em contato com apicultores que possam preservar o animal. O telefone de contato do Corpo de Bombeiros é o 193.

Presidente da Associação de Moradores do Bairro Progresso, Valmir Farias, mostra local. (Foto: Bruna Borges/DN)
Presidente da Associação de Moradores do Bairro Progresso, Valmir Farias, mostra local. (Foto: Bruna Borges/DN)

Época de mais ocorrências

A morte de um apicultor de 86 anos, por picadas de abelhas, no último dia 9, no Distrito de Caravaggio, em Nova Veneza, chamou atenção dos moradores da Região para a gravidade em lidar com os insetos. Naquele mesmo dia, ao menos mais duas ocorrências, em Criciúma e em Araranguá, foram registradas pelos bombeiros, mas sem gravidade.

Nesta terça-feira, 18 , conforme o Major Aldrin, abelhas atacaram pessoas em um carro em movimento em Araranguá, sendo que alguns dos ocupantes foram picados. “Sempre há ocorrências referentes a abelhas, mas em algumas épocas do ano percebemos mais, como agora. Acreditamos que seja pelo fato de os insetos estarem migrando para outros locais”, complementa o Major.

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