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Criciúma

A história do atletismo em Criciúma se confunde com a do professor e velocista Euclides Jerônimo Ribeiro. Hoje aposentado, chegou na cidade em 1974, contratado para disputar a 24ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), onde conquistou o primeiro ouro da história da cidade na competição. “Antes de vir para Criciúma eu tinha propostas de Corumbá (MS) e do Rio de Janeiro. O pessoal dizia que eu era louco de ir para o interior”, lembrou o professor.

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O responsável pela contratação foi o vice-prefeito da época, Fidélis Back, durante o mandato de Algemiro Manique Barreto. Euclides venceu as edições de 1974, 75 e 76 dos 400 metros rasos do Jasc.

O atletismo não tinha patrocínios na década de 1970. Além de competir, o professor era o técnico da equipe, onde também ajudou na conquista de bons resultados. “Fomos a primeira equipe do estado a participar do Troféu Brasil de Atletismo, isso aconteceu na década de 80 e ficamos com a 7ª colocação”, destacou.

Euclides - foto divulgaçãoEuclides foi professor da Universidade de Criciúma de 1974 até 2005. Normalmente era rigoroso em suas aulas, e desenvolveu um modelo de estudos diferenciado, com viagens para conhecer modernas instalações esportivas pelo Brasil. “Viajamos pelo país com alunos de Educação Física para aulas práticas, conhecendo novos lugares, como pistas sintéticas. Íamos para competições assistir atletas de ponta”, afirmou.

 Euclides Jerônimo Ribeiro

O ex-atleta nasceu em 1946 no Rio de Janeiro. Aos oito anos foi morar em um orfanato de Bauru (SP), onde ficou por 10 anos. Nesse período começou a praticar esportes, principalmente o atletismo. Aprendeu a ler aos 20 anos e também foi nesta cidade onde realizou a faculdade de Educação Física, no Instituto Toledo de Ensino.

Sua carreira ganhou destaque em Lençóis Paulista, onde devido a suas conquistas possui uma praça com o seu nome. Pela cidade foi seis vezes campeão do estado na prova de sua especialidade, os 400 metros rasos.

 Funções e méritos

– Presidente da Federação Catarinense de Atletismo por oito anos;

– Técnico da Federação Universitária;

– Orientador desportivo da Fesporte (Fundação Catarinense de Desportos);

– Coordenador dos Jogos Abertos e Joguinhos;

– Técnico da Seleção Catarinense de Atletismo;

– Comendador do Desporto de Santa Catarina;

– Cidadão honorário de Criciúma;

– Lista dos 30 melhores brasileiros do atletismo.

Competições

Euclides Ribeiro foi o responsável pela criação de algumas competições em Criciúma, incluindo uma prova para bebês. No período do auge recebeu propostas para trabalhar em Brusque, Florianópolis, Lages e Joinville.

“Realizamos a primeira competição de cross-country, saindo do morro da TV passando pela Mina do Toco, chegando na Praça do Congresso. Também existia uma “corrida” para crianças de zero a um ano, e de um a dois anos, iam engatinhando”, exemplificou.

Carreira

Além de competir nos 400 metros, também conquistou bons resultados nos 100 e 200 metros. Sua carreira como atleta durou até 1985, já como técnico trabalhou um ano a mais.

“Em 75 e 76 fomos em uma corrida do jornal O Estado, em Florianópolis. Saíamos para bastante competições”, contou seu ex-aluno Antonio Luiz Soratto, o Toninho.

Trabalhou como árbitro e coordenador do Jesc (Jogos Escolares de Santa Catarina) por 10 anos. Em 1973 foi eleito o melhor atleta universitário do país na categoria de 400 metros rasos, na mesma década atingiu o top 5 da América nesta prova.

Presidência da Federação de Atletismo

Entre 1995 e 2004 Euclides foi presidente da Federação Catarinense de Atletismo. Ele adotou a cidade, sempre defendendo de críticas.

“Quando recebi o convite disse que não estava preparado, porque Criciúma era interior, e seria uma guerra com a capital”, frisou.

Corrida de Turvo

Dia 12 de novembro será realizada a 2ª edição da Corrida de Rua de Turvo (http://www.noticias.satc.edu.br/inscricoes-para-2-edicao-da-corrida-de-rua-de-turvo-estao-abertas). A 1ª edição contou com a participação de mais de 400 pessoas.

“A corrida é uma doença sadia. Hoje todo mundo é corredor ou ciclista. Você vê as pessoas correndo, todos querem participar”, disse o comendador.

O esporte ajuda a equilibrar o corpo e a mente, os corredores estão cada vez mais exigentes e profissionais, como destaca Euclides. “O evento de Turvo está começando, daqui a pouco vão exigir algo maior. Aumentando a qualidade”.

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