Amesc cogita paralisar já a JBS

Possibilidade será levada à avaliação dos prefeitos nesta terça-feira, 3. Motivo é que empresa estaria colocando obstáculos na venda da unidade de Morro Grande

Foto: Bruna Borges/DN
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Bruna Borges
Morro Grande

A 29 dias de a JBS encerrar as atividades de abate de aves na unidade de Morro Grande, o que impactará diretamente 740 trabalhadores, o prefeito Valdionir Rocha, o Valdo (PSD), presidente da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), chegou ao limite da preocupação com os rumos econômicos da cidade. Em reunião nesta segunda-feira, 2, com o responsável pela intermediação com a JBS para encontrar um comprador à unidade, Valdo ouviu que o diretor-executivo da companhia demonstrou a intenção de postergar as negociações.

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Por isso, reunião foi convocada para esta terça-feira, 3, às 9h, no auditório da Prefeitura de Morro Grande, com o objetivo de traçar estratégias. Foram convidados prefeitos da Amesc; o presidente da Amrec, prefeito de Cocal do Sul, Ademir Magagnin (PP); associação de avicultores e sindicato da alimentação. “Estamos percebendo que a JBS quer ganhar tempo, mas nós não podemos perder tempo. Uma possibilidade que existe é fazermos uma manifestação trancando a passagem de caminhões e paralisando as atividades da empresa desde já. Assim a JBS só reabriria a unidade quando nos apresentasse uma solução. Isto não está definido ainda, é uma das propostas a ser levada à avaliação dos prefeitos”, explica Valdo.
Segundo o presidente da Amesc, com os obstáculos que estão sendo colocados para a venda, nenhum investidor conseguirá comprar a unidade. “A JBS transparece a nítida intenção de monopólio, afastando grupos para não ter concorrência”, enfatiza Valdo.

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